sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Manja que te fa bene


Mesmo não tendo nenhuma descendência chinesa ou italiana, tenho fissura por massas. Não importa o tipo nem o molho, mas penso que comer uma bela massa com amigos e a família é uma das formas mais prazerosas que podemos ter da junção mesa e paladar. É lógico que tenho minhas preferências, quanto ao molho e a massa, que aliais são tantas, mas aqui compartilho com meus amigos um prato que julgo especial, tanto pela textura como pelo paladar.

Espaguete ao Pesto

Para o Pesto:

- 50 g de folhas de manjericão fresco.
- três dentes de alho
- 40 g de nozes
- 150 ml de azeite extra virgem
- Um punhado de um bom queijo parmesão ralado
- sal a gosto
- uma pitada de pimenta branca moída na hora

Modo de Preparo

Num pilão, coloque folhas de manjericão fresco, o alho, as nozes e metade do azeite extra virgem. (reserve a outra metade).
Macere bem com o auxílio de um socador.
Adicione a outra metade do azeite e queijo parmesão ralado a gosto.
Misture até incorporar todos os ingredientes.
Corrija o sal e acrescente a pimenta branca e misture novamente finalizando o Pesto. O pesto deve ficar com uma consistência granulada.

Observação: esta quantidade de pesto serve para 500 g de espaguete.

Cozinhe o espaguete ao dente, escorra, acrescente o pesto e mexa bem promovendo a  incorporação do molho. Manja que te fa bene

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Plano Nacional de Educação tem 20 metas; 20% são ligadas à valorização do professor


O ministro da Educação, Fernando Haddad, entregou nesta quarta-feira ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva o projeto de lei do novo PNE (Plano Nacional de Educação) que irá vigorar na próxima década. O documento de 14 páginas estabelece 20 metas a serem alcançadas pelo país até 2020. Cada uma delas é acompanha de estratégias para que se atinjam os objetivos delimitados. Algumas determinações já foram previstas em leis aprovadas recentemente ou fazem parte do PNE ainda em vigor.

METAS

Meta 1: Universalizar, até 2016, o atendimento escolar da população de 4 e 5 anos, e ampliar, até 2020, a oferta de educação infantil de forma a atender a 50% da população de até 3 anos.

Meta 2: Criar mecanismos para o acompanhamento individual de cada estudante do ensino fundamental.

Meta 3: Universalizar, até 2016, o atendimento escolar para toda a população de 15 a 17 anos e elevar, até 2020, a taxa líquida de matrículas no ensino médio para 85%, nesta faixa etária.

Meta 4: Universalizar, para a população de 4 a 17 anos, o atendimento escolar aos estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação na rede regular de ensino.

Meta 5: Alfabetizar todas as crianças até, no máximo, os 8 anos de idade.

Meta 6: Oferecer educação em tempo integral em 50% das escolas públicas de educação básica.

Meta 7: Atingir as médias nacionais para o Ideb já previstas no PNE (Plano de Desenvolvimento da Educação)

Meta 8: Elevar a escolaridade média da população de 18 a 24 anos de modo a alcançar mínimo de 12 anos de estudo para as populações do campo, da região de menor escolaridade no país e dos 25% mais pobres, bem como igualar a escolaridade média entre negros e não negros, com vistas à redução da desigualdade educacional.

Meta 9: Elevar a taxa de alfabetização da população com 15 anos ou mais para 93,5% até 2015 e erradicar, até 2020, o analfabetismo absoluto e reduzir em 50% a taxa de analfabetismo funcional.

Meta 10: Oferecer, no mínimo, 25% das matrículas de educação de jovens e adultos na forma integrada à educação profissional nos anos finais do ensino fundamental e no ensino médio.

Meta 11: Duplicar as matrículas da educação profissional técnica de nível médio, assegurando a qualidade da oferta.

Meta 12: Elevar a taxa bruta de matrícula na educação superior para 50% e a taxa líquida para 33% da população de 18 a 24 anos, assegurando a qualidade da oferta.

Meta 13: Elevar a qualidade da educação superior pela ampliação da atuação de mestres e doutores nas instituições de educação superior para 75%, no mínimo, do corpo docente em efetivo exercício, sendo, do total, 35% doutores. Sete estratégias.

Meta 14: Elevar gradualmente o número de matrículas na pós-graduação stricto sensu de modo a atingir a titulação anual de 60 mil mestres e 25 mil doutores. Nove estratégias.

Meta 15: Garantir, em regime de colaboração entre a União, os Estados, o Distrito Federal e os municípios, que todos os professores da educação básica possuam formação específica de nível superior, obtida em curso de licenciatura na área de conhecimento em que atuam.

Meta 16: Formar 50% dos professores da educação básica em nível de pós-graduação lato e stricto sensu, garantir a todos formação continuada em sua área de atuação.

Meta 17: Valorizar o magistério público da educação básica a fim de aproximar o rendimento médio do profissional do magistério com mais de onze anos de escolaridade do rendimento médio dos demais profissionais com escolaridade equivalente.

Meta 18: Assegurar, no prazo de dois anos, a existência de planos de carreira para os profissionais do magistério em todos os sistemas de ensino.

Meta 19: Garantir, mediante lei específica aprovada no âmbito dos estados, do Distrito Federal e dos municípios, a nomeação comissionada de diretores de escola vinculada a critérios técnicos de mérito e desempenho e à participação da comunidade escolar.

Meta 20: Ampliar progressivamente o investimento público em educação até atingir, no mínimo, o patamar de 7% do Produto Interno Bruto (PIB) do país.

Lendo com atenção ao Plano apresentado pelo Haddad, fica a nítida impressão que a educação foi tratada com muita competência e respeito no governo Lula. Como tenho a certeza do comprometimento do governo Dilma, não consigo imaginar outro Ministro da Educação. Antevendo o futuro político do Brasil, é natural que o Fernando Haddad ocupe o cargo de governador do estado de São Paulo nas próximas eleições. Perderemos um excelente ministro, mas em compensação termos um grande governador para nosso sofrido e amado estado de São Paulo.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Berlusconi permanece no cargo

Silvio Berlusconi, primeiro-ministro da Itália, viu nesta terça-feira 14, o Senado votar contra o voto de desconfiança ao seu mandato e tem a permanência no cargo confirmada, ao menos por enquanto. Foram 162 votos a rejeitar o voto de desconfiança e 135 a favor. A votação na Câmara – que era tida como totalmente incerta na véspera – foi ainda mais apertada, 314 a 311, dos 630 deputados.
A moção de desconfiança foi apresentada pelo grupo Futuro e Liberdade para a Itália (FLI). Ele é liderado pelo presidente da Câmara, Gianfranco Fini, que se aliou à União Democrática de Centro (UDC) e à Aliança para Itália.
Caso perdesse em qualquer uma das casas, Berlusconi teria de renunciar e convocar novas eleições. Na metade de seu mandato de cinco anos, o primeiro-ministro enfrenta várias denúncias de corrupção e escândalos sexuais.
Berlusconi respondeu a parte das acusações dizendo que “é melhor gostar de garotas jovens do que ser gay”. Em outro episódio, o premiê telefonou ao chefe de polícia da cidade para tenta livrar uma garota de acusação por roubo.
A vitória não garante sossego a Berlusconi. A Liga do Norte havia afirmado na véspera: “ou temos uma vitória expressiva, uma maioria sólida, ou novas eleições”. Ela insiste na tese de novas eleições há tempos, idéia a qual Berlusconi resiste. Seus seguidores, entretanto, já disseram que “tudo bem, nas pior das hipóteses, novas eleições”.
Resta saber o que vai dizer o presidente da República, Giorgio Napolitano, a quem compete tomar a decisão a respeito.
Neste exato instante, ao contrário do que afirmou o New York Times, parece impossível que o presidente apóie a idéia das eleições, em um momento ainda de crise econômica. Além do que, o novo pleito implicaria em gastos que não seria conveniente enfrentar.
É, portanto, provável que Napolitano cultive a tese de um “governo técnico de responsabilidade nacional”.
De todo modo, a situação deve se esclarecer nas próximas horas, quando voltaremos ao assunto.

Isto é reflexo da decadência que passa os antigos donos do mundo.É por essas e outras que a Itália e boa parte da Europa estão com os dias contados. Depois de explorar o mundo todo, ou através colonização e exploração de países africanos e árabes ou através de remessas ilegais feitas pelas multinacionais européias que se proliferaram pelo planeta, a velha senhora prostituta começa a dar claros sinais de demência e impotência para enfrentar os emergentes do BRIC, (Brasil, Rússia, Índia e China).

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Pense antes de teclar


Comentários feitos no Twitter levam dois ingleses à prisão e reacendem o debate sobre os limites na rede

A grande diferença entre o que é dito no dia a dia e o que é exprimido em redes sociais como o Twitter foi exposta em dois casos distintos ocorridos no Reino Unido em meados de novembro. O primeiro surgiu quando Paul Chambers, um gerente financeiro de 27 anos, viu seus planos de viagem arruinados pela nevasca que varria o aeroporto Robin Hood, em Nottingham, em janeiro e decidiu escrever sobre sua frustração no Twitter. “O aeroporto Robin Hood fechou. Vocês têm uma semana e uns dias para arrumar essa merda, ou eu vou explodir esse aeroporto!”, escreveu Chambers.
Uma semana depois agentes de polícia bateram à sua porta e o prenderam com base na legislação antiterrorista vigente. Ele foi interrogado por sete horas e solto sob fiança, além de ser proibido de pisar novamente no aeroporto em questão. Em entrevista ao Independent, Chambers disse que sua primeira reação foi achar que havia ocorrido algum problema envolvendo alguém da sua família. “Nunca achei que isso poderia acontecer por conta de algo que eu tenha escrito no Twitter”, disse. “Tive de explicar para eles o que é o Twitter, porque eles nunca tinham ouvido falar nisso.”
A idéia original da polícia era acusar Chambers de conspiração na construção de um artefato explosivo. Como essa claramente não era sua intenção, as autoridades encontraram um artigo obscuro do Ato de Comunicações do Reino Unido que proíbe enviar uma “mensagem que seja altamente ofensiva ou que seja indecente, obscena ou ameaçadora”.
Chambers foi obrigado a pagar 385 libras e outras 600 de custos administrativos e, no dia 11 deste mês, teve seu recurso rejeitado por uma juíza que disse que sua mensagem tinha sido “ameaçadora, obviamente ameaçadora e que era muito clara. Qualquer pessoa que a ler entenderia isso e ficaria alarmada”. Além da perda do recurso e do emprego de gerente financeiro, Chambers agora precisa pagar outras 2 mil libras para cobrir os custos processuais.
A nova vítima da patrulha do Twitter foi presa no mesmo dia em que Chambers teve seu apelo rejeitado pela juíza alarmada. Gareth Compton, vereador da cidade de Birmingham, ouvia uma jornalista no rádio que sustentava que a Grã-Bretanha não tinha sustentação moral para criticar países como a China sobre direitos humanos ou o Irã sobre o tratamento de mulheres. Em resposta, escreveu que Yasmin Alibhai-Brown, a jornalista, deveria ser “apedrejada até a morte”.
Compton agora deve passar pelo mesmo processo enfrentado por Chambers, mas já teve sua filiação ao Partido Conservador suspensa indefinidamente.
As duas declarações, tanto de Chambers quanto de Compton, são estúpidas. O segundo deve ter sua carreira política destruída depois do acontecido. Mas escrever coisas cretinas no Twitter ou no Facebook não deveria ser seguido necessariamente de prisão e multas. Dada a ameaça terrorista vigente contra o país, a polícia britânica certamente deveria ter mais a fazer do que brincar de “patrulheira do Twitter”.

www.cartacapital.com.br/tecnologia. Acesso em 13 de dezembro de 2010.